Sexta-feira, Outubro 08, 2010

Alma fria em coração quente.

Quando chove sou de outro mundo, de mármore e árvores brancas, ténues. Sinto raízes crescerem-me nos pés e o cheiro da terra transborda-me.
Visto-me de neblina e respiro o horizonte.
As aves gritam, as águas sobem, os peixes fogem... Mas nada me pode tirar este momento.
Sinto os séculos que me criaram subirem-me pelas veias.
O meu sangue é boreal.
Alma fria em coração quente.

1 Comments:

Blogger T said...

Nice!

22:20  

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